13 de out. de 2013

A raíz da coisa.

Até que enfim consegui um tempo para atualizar o blog depois das minhas férias. Estive por 20 dias nos Estados Unidos em Los Angeles, San Diego e Las Vegas. O objetivo principal dessa vez foi o lazer e não os cães, mas consegui conhecer alguns criadores e ter uma boa noção do que se passa no mundo bully por lá. Dos cães que vi nas ruas com seus donos 98% eram apbt's e ast's e tradicionais. Vi poucos American Bullies nas ruas. Ao menos em L.A e San Diego foi assim e olha que andei hein. Isso só demonstra a preferência por essas raças nesses lugares. Infelizmente por pouco não consegui conhecer Remy Martin, um dos ícones e melhores reprodutores no mundo bully.
Bom, depois desse breve comentário vamos ao post!
O tema de hoje será sobre a essência da raça APBT e de alguns derivados, mas antes imaginando que esse texto será lido por novatos e veteranos que se confudem vamos começar com alguns conceitos. O que se entende pelas palavras "bully" e "gameness"? A designção de qualquer ser pela palavra "bully" significa que ele possui um aspecto, uma aparência maior e proporcionalmente mais exagerada do que é de costume. Muitos quando lêem o termo "bully" se confundem achando que se trata exclusivamente de um American Bully. Não...você pode ter um Bulldog Francês Bully, um Rottweiler Bully até um bebê humano bully.
Agora, o conceito mais importante de todos para a família bull e terrier: "gameness". "Gameness" é uma característica comportamental onde o indivíduo deve demonstrar perseverança e nunca desistir independentemente das condições e circunstâncias do momento.
Vamos voltar um pouco na história onde por volta do ano 1800 surgiu na europa uma atividade com cães para entreter a população conhecida por "BLOOD SPORTS" ou esportes sangrentos. Nesses esportes cães eram utilizados em arenas para atacar, dentre outros animais, pricipalmente, Ursos e Touros. É aqui que entra o "gameness", pois esses cães eram selecionados a partir dessa característica e apresentavam morfologia variada. A maioria deles, segundo a literatura veio dos Mastiffs trazidos pelos Fenícios para a Inglaterra. O nome Bulldog era utilizado não somente pelo fenótipo e sim pela finalidade que os cães tinham. Ou seja, eram cães (dogs) que combatiam touros (bulls). Em 1835 os esportes sangrentos se tornaram ilegais, e foi daí que as lutas entre cães ganharam ainda mais força. No processo de seleção dos cães de combate os criadores foram fazendo experimentações até que resolveram introduzir algumas raças de Terriers aos Bulldogs. Então alguns permaneceram com seus bulldogs e outros preferiram os chamados bulls e terriers. Os bulls e terriers possuiam o gameness dos bulldogs e a rapidez e tenacidade dos terriers.
Os Estados Unidos da América eram inicialmente ocupados por indígenas vindos da Ásia há 15 mil anos. A ocupação da América do Norte foi realizada pelos ingleses onde grande parte desses índios nativos foram dizimados. A medida que os ingleses conquistaram o território, colonias surgiram e atrairam também alguns franceses, alemães, holandeses, escoceses e irlandeses. Em 1776 foi emitida a declaração de independência dos Estados Unidos. Com esse intercâmbio entre ingleses na América do Norte, muitos cães foram importados e assim o combate canino passou a se popularizar por lá. Os cães desse período já apresentavam fenótipo  semelhante ao do Staffordshire Bull Terrier atual. Era muito dócil com pessoas, porém agressivo com outros animais. A partir de 1860 somente alguns estados americanos consideravam ilegal o combate entre cães, mas em 1976 todos os estados passaram a considerar as rinhas ilegais. A medida que a rinha de cães se popularizava, muitos defensores dos direitos dos animais passaram a combater essa atividade. Com isso muitos dos cães combatentes passaram a ser utilizados em outras atividades como a caça, já outros se tornaram animais de companhia, pets. Contudo, as rinhas se mantinham na clandestinidade. Em 1898 um cara chamado Chauney Z. Benett resolveu fundar o United Kennel Club (UKC) e batizou a raça com o nome de American Pit Bull Terrier. A palavra "pit" era usada para definir o espaço destinado as rinhas de galo. O primeiro registro foi de um dos cães de Chauney, UKC nº 1 - Benett's Ring. Posteriormente em 1909 foi fundada a American Dog Breeders Association (ADBA). Alguns criadores sentiram desejo de organizar dog shows para exporem seus cães. Sendo assim, como na época nenhum dos clubes existentes realizavam esses shows, eles resolveram fundar o Staffordshire Terrier Club of America. No mesmo ano a maior entidade cinófila americana (American Kennel Club - AKC) passou a reconhecer a raça com o nome de Staffordshire Terrier que, para se diferenciar do Staffordshire Bull Terrier, em 1972 passou a se chamar American Staffordshire Terrier. Em meados dos anos 70 o UKC e a ADBA começaram a realizar exposições de APBT's.
Diante do exposto podemos concluir que o American Pit Bull Terrier, o American Staffordshire Terrier e o Staffordshire Bull Terrier são a mesma raça? Sim e não. Na verdade vieram de uma mesma semente (cães bulls e terriers), porém foram tomando outros rumos a medida que o tempo passou. Com a restrição das rinhas veio também o desvio da finalidade inicial. Ou seja, os criadores de APBT remanescentes tiveram que buscar outras atividades para seus pits como: caça, game sports (salto em distância, salto em altura, cabo de guerra e etc), exposições. E foi a partir daí que a raça foi se tornando heterogênea no fenótipo. Começaram então a surgir pits das mais variadas alturas, pesos, colorações e etc. O caso do American Bully retrata bem tudo isso, pois trata-se de uma seleção advinda de American Staffordshires e APBTs que vislumbrou cães com fenótipo diferenciado. O propósito dessa seleção foi a de gerar cães mais sociáveis, estáveis, com uma musculatura mais avantajada, uma cabeça maior, menos altura. Contudo hoje vemos que existem várias vertentes: standard, XL, pocket, extreme e classic. Apesar dessas variações existe um padrão para cada uma delas. O American Bully deve possuir uma aparência vigorosa, corpo musculoso, cabeça larga/pesada, movimentação enérgica e fácil, deve ser alerta, deve ser sociável dentre outras características.   Há poucos anos surgiram alguns indivíduos esquisitos, mais parecidos com Shorty Bulls, que os americanos resolveram batizar de Exotic Bullies/Micro Bullies. Para quem não sabe os Exotic Bullies ou Micro Bullies apresentam em sua maioria esmagadora características que não condizem com o padrão do American Bully, portanto eu penso que devem ser separados em outra categoria que não a dos AB's.


Fontes:


 
Fotos antigas:









































 Mudança no crânio de Bulldog:


 
 
 
 
 
 
Exotic Bully/Micro Bully:
 
 

25 de set. de 2013

Ninhadas - Divulgação


Olá amigos, estive ausente porque estava de férias. Daqui uns dias atualizarei o blog.
a) Enquanto isso aqui estão algumas boas ninhadas do Canil Guardião Noram (Niterói-RJ) previstas para outubro:
 
 
 
 
Contato: Carlos Costa - (carloscostapitbull@hotmail.com)
Vivo: 21 - 9608 30 35 / Tim: 21 - 8119 45 95
Canil Guardião Noram - Niterói - Rj).

b) Canil Red Monster Bull - Niterói/Rj.

1) Banha x Thora.

2) Thieff x Princess.

Contato: Romullo Romanelli - (21) - 8374 6934 / 4139 2369.

4 de jul. de 2013

O que é certo?


O que é certo? Muitas pessoas se fazem essa pergunta ao analisarem um exemplar seja da espécie que for. Bom, não são os indivíduos mais fortes que sobrevivem às situações adversas do ambiente onde vivem e sim os que conseguem se adaptar a elas. E para que consigam isso devem possuir características físicas e fisiológicas para tal.

Sendo assim eu pergunto: o que é o certo para a espécie humana? Hora, sabemos que a espécie humana possui indivíduos com algumas variações de fenótipo conforme o ambiente que vivem: altura, cor da pele, cor dos olhos, cor e textura dos cabelos dentre outras. Contudo, a estrutura física do humano deve ser distribuída de maneira que possibilite o indivíduo executar da melhor maneira seus movimentos e demais necessidades para sobrevivência. Para uma melhor compreensão devemos imaginar o humano vivendo de maneira rústica na natureza; com suas presas e predadores naturais. O que quero dizer com isso? Estruturalmente falando (cabeça, tronco e membros), o humano que possui deformidades quais sejam faciais, de braços, pernas, pés e etc terá dificuldades para se manter vivo. Seria presa fácil. O que acontece na natureza é o que chamamos de seleção natural. A própria natureza tem seus meio de evitar com que os genes desse indivíduo fragilizado se perpetue.

Vamos agora comparar o canino. O mesmo contexto citado anteriormente vale para os cães. O cão tem origem nos lobos e outros canídeos. Todos esses ancestrais selvagens possuem fenótipos distribuídos de maneira semelhante. Ou seja, possuem a estrutura física (cabeça, tronco e membros) com características proporcionais e que possibilitam funcionalidade. As raças caninas que vemos atualmente são produtos dos acasalamentos realizados ao longo dos anos pelo ser humano. Essa influência humana gerou indivíduos com várias deformidades tais como: cotovelos abertos, excesso de rugas, focinho curto, braquicefalia,  prognatismo/retrognatismo, patas espalmadas, dorso selado, aprumos tortos, falta de angulação dos membros, jarretes de vaca, condrodistrofias dentre vários outros. Os bulldogs ingleses podem ser encarados como indivíduos deformados pelo ser humano.
O que então podemos concluir diante do exposto é que o CERTO é o cão possuir uma estrutura proporcional e bem distribuída. NADA MAIS!

Leia sobre: Estrutura e Movimentação.

Leia sobre: O Padrão do American Bully.

PS: No vídeo tudo o que foi mencionado poderá ser comprovado.
Assista com legenda em português no link abaixo: https://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=w7Msm9rpVdU#at=19
Para ativar a legenda do vídeo em português basta ativá-la clicando no local da seta vermelha conforme a imagem:
 










 
 
 

25 de jun. de 2013

Blue Kush

Blue Kush é filho do Dax. É um cão com uma estrutura excepcional, porém tem um focinho muito curto e com pouca massa. Isso é o que sempre alerto na Daxline. Tem que se ter muito cuidado pra não produzir cães com o fuço muito curto. É uma característica de muitos descendentes do Romeu.

Intro To The American Bully Trailer

Quer saber mais sobre o American Bully? O DVD está à venda no mydogsource.com
Nesse vídeo vc confere os maiores nomes do cenário bully americano: Boudreaux, Razor's Edge, De La Cruz, Makaveli, Mikeland, True Tank, Gottiline, Gator,